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Oi gente!

Esta postagem é para pedir desculpas pelo loooooo(...)ongo tempo em que fiquei sem postar. É porque estou estudando para o enem (HOJE FALTAM 40 DIAS!) e até lá continuarei sem postar nada, mas estou planejando várias mudanças para depois do Enem e para o Sobre Asas ficar bem melhor! 

Até o Enem, vocês podem me acompanhar no TWITTER: @sobreasas 

Obrigada!

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Existem jovens que sentem nostalgia por não ter sido jovens em gerações passadas. Saudade do enfrentamento com os militares dos anos 70, da organização estudantil nas ruas, do sonho socialista – comunista – anarquista – marxista – leninista. Ter saudade da ditadura é ter saudade de conhecer a tortura, o medo, falta de liberdade e a morte. Ser jovem naquela época era coexistir com a morte, ver os amigos ser tirados das salas de aula para o pau-de-arara, para o choque elétrico, para as humilhações. Da mesma forma, quem sente nostalgia dos anos 80 se esquece do dogmatismo limitante das tribos daqueles tempos, fossem punks, góticos ou metaleiros. Hoje, é a vez dos playboys – patricinhas – cybermanos – junkies, das raves, do crack, da segurança dos shoppings e do Beira-Mar. Um cenário que pode parecer aborrecido ou irritante para muita gente que tem uma visão romântica de outras décadas. Mas nada melhor que a liberdade que temos hoje para saber qual é a real de uma juventude e de uma soci…

O sonho impossível

Muitas sonham com aquele vestido. Eu mesma já sonhei. A porta de madeira, a melodia simples e serena, o dia apressado, o medo, o passo entrando, os olhos me olhando, as flores nas minhas mãos, o véu arrastando no chão... e, finalmente, meu pai entregando minha mão ao meu esposo.
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Meu noivo está lá, ao lado do padre, me esperando. Lágrimas descem dos meus olhos, mas é de felicidade. Aquele momento é perfeito e único. O único momento perfeito do casamento, na verdade. Depois disso, as brigas, as raivas, os problemas, os defeitos e os excessos estragam, corroem e nos prendem, e o casamento se torna um peso e os …

A descoberta

Estava passando pelo shopping, rápido e com bastante pressa. Havia pouca gente ao meu redor e ao virar em outro corredor não havia mais ninguém além de mim. Estranhei, mas não me incomodei: ao contrário, gostava da minha presença e ninguém atrapalharia meu caminho. Eu tinha pressa. 
Olhei no relógio e, sem perceber, olhei-o novamente. Meus pensamentos não pareciam focar naquele momento, a ansiedade com o novo cargo na empresa me tomava por completa! Feliz? É, talvez sim. Não! Com certeza. Estufei o peito. Cabeça erguida, pensamentos nas economias e compras que poderia fazer, na pressa em chegar logo, olhava para as vitrines sem notar roupas, calçados, joias ou mesmo os espelhos imensos que tornavam a decoração um tanto estranha. E por que eu demorava tanto a chegar ao elevador? Bem, fosse por isso que ninguém ia por ali.
Dei de ombros. Nada atrapalharia meu dia. Nem mesmo uma velha senhora que se arrastava e fazia um barulho ensurdecedor ao arrastar pelo chão algo de metal. Estava em…