11 de abril de 2016

Dualismo poético



Por que as vezes sou o mar
E outras só uma gota?
E meu céu é tão aberto
Mas fechado, logo depois

Sentir tanto, sentir nada
Enjoo, confusão, angústia
Por que as vezes quero uma curta noite
E outras, dormir uma longa?

Tem alguém aí?
Minha mente prega peças!
Mas nunca fui boa com jogos
E nem sempre consegui o primeiro lugar

Só quero um bom lugar para ficar
Encontrar a certeza, a firmeza, felicidade
E se tudo for relativo
Com o que eu vou ficar?

Por que sou o universo?
E logo depois, a utopia?
Se não vejo, não sei, não conheço
O fim último não pode ser
Senão a poesia

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