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Mas todo mundo tá na rua...

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Perdida, confusa e indecisa.

Ultimamente tenho questionado as minhas férias. Quanta estupidez! Você deve estar pensando. Eu também diria isso a um tempo atrás mas hoje divido meu tempo entre procurar algo para fazer, ter pressa para o término das minhas férias, não ter pressa para o fim das minhas férias, sonhar e divagar entre o que eu deveria estar fazendo.

Isso é estupidez. Eu nunca disse que era inteligente. Quero ler, quero assistir, quero aprender inglês, quero fazer coisas novas, namorar, me divertir, não me importar... mas, sei lá! Queria escrever, mas falta inspiração. Então, só estou tocando pra frente o sentimento que me prende hoje. Amanhã talvez seja diferente. Não! Amanhã será diferente. Vou começar algum romance novo. Mas... qual? Onde está a minha inspiração?

Tem alguém aí?

Eu criei o blog Sobre Asas com o intuito de escrever sobre o que eu quisesse, sem precisar de forma fixa ou de algo que não venha de mim e das minhas inspirações. Sem toda essa coisa de gramática, certo, errado, bota ou não, agrada ou não... Por isso passo, as vezes, bastante tempo sem postar e do nada volto de novo, vou e volto, vou e volto.
Mas ei! Tem alguém aí? Gostaria de saber se só eu leio meus rascunhos bobos, ou se alguém mais se interessa. Para melhorar esse projeto, talvez? Não sei. Por egoísmo? Talvez.  Porém, seria legal saber. Comenta aí? Mesmo em anônimo?
No fim, obrigada. A alguém, a ninguém, a mim.

Enough.

Depois de tanto tempo esperando pelas férias, advinha só: faz três dias e já estou procurando o que fazer. Tenho muito, é verdade, inúmeros projetos surgem na minha mente, mas sabe aquela sensação de ter muito o que fazer e nada ao mesmo tempo? As vezes isso dá um vazio, as vezes alívio, agonia... uma mistura de tudo. E, no entanto, quanto a isso não tenho o que fazer. Esperar passar? 
Sinceramente, eu queria mesmo era me aventurar. Fazer coisas novas, diferentes. Hoje vou sair pra correr, mas parece que meu corpo e minha mente exigem mais, queremos mais, mais do que isso. Mais, mais, mais... Mas o "querer mais" as vezes não me leva para lugar algum. Apenas como agora. 
Eu escuto música de todos os estilos, danço, canto... mas ainda não é o suficiente! Por favor, alguém me diga o que será?

#Escutehoje: Knocking on heaven's door

Tradução (Vagalume): Batendo na porta do céu
Mamãe tire este distintivo de mim Eu não posso usa-lo nunca mais Esta ficando escuro, escuro demais para ver Estou me sentindo como se estivesse batendo na porta do paraíso
Bate, bate, bate na porta do paraíso Bate, bate, bate na porta do paraíso Bate, bate, bate na porta do paraíso Exatamente como muitas vezes antes
Mamãe ponha as minhas armas no quintal Eu não posso atirar com elas nunca mais Aquela nuvem grande e escura esta abaixando Estou me sentindo como se estivesse batendo na porta do paraíso
Bate, bate, bate na porta do paraíso Bate, bate, bate na porta do paraíso Bate, bate, bate na porta do paraíso Exatamente como muitas vezes antes

Depois de tanto tempo

Eu queria poder ter alguém com quem conversar sobre você. Mas ainda estou com aquela sensação de que as pessoas ao meu redor esqueceram e eu continuo lembrando, dia após dia. Em algum momento, você está lá, na minha imaginação absurdamente ruim. Também não posso dizer que não tento esquecer, porque eu tento e esqueço também. Mas eu deveria?
Você fez algo horrível, como pôde? Como pôde não ver que tinha outras alternativas? Como pôde desistir tão fácil de algo tão importante? Como pôde entrar para a lista dos jovens que vêm tirando a própria vida? Lista que, infelizmente, só aumenta. A vida é tão cheia de possibilidades! A juventude é tão cheia delas...
Só espero que em algum lugar você tenha encontrado paz, que haja piedade e amor no final. Só espero, por favor, que tudo esteja bem. 


Imagem: Weheartit

A descoberta

Estava passando pelo shopping, rápido e com bastante pressa. Havia pouca gente ao meu redor e ao virar em outro corredor não havia mais ninguém além de mim. Estranhei, mas não me incomodei: ao contrário, gostava da minha presença e ninguém atrapalharia meu caminho. Eu tinha pressa. 
Olhei no relógio e, sem perceber, olhei-o novamente. Meus pensamentos não pareciam focar naquele momento, a ansiedade com o novo cargo na empresa me tomava por completa! Feliz? É, talvez sim. Não! Com certeza. Estufei o peito. Cabeça erguida, pensamentos nas economias e compras que poderia fazer, na pressa em chegar logo, olhava para as vitrines sem notar roupas, calçados, joias ou mesmo os espelhos imensos que tornavam a decoração um tanto estranha. E por que eu demorava tanto a chegar ao elevador? Bem, fosse por isso que ninguém ia por ali.
Dei de ombros. Nada atrapalharia meu dia. Nem mesmo uma velha senhora que se arrastava e fazia um barulho ensurdecedor ao arrastar pelo chão algo de metal. Estava em…

As coisas de antigamente

A minha rua tinha duas árvores. Uma delas ficava no quintal do meu vizinho ruim. O vizinho era ruim, ou melhor, ainda é ruim, não a árvore. Bem, o sol sempre nascia atrás dela e de frente para a porta da minha casa e a gente nunca tinha coragem de levantar pra ver o por do sol. Por sorte, o sol se punha na parte de trás da minha casa e esse a gente sempre olhava da varanda que ainda tem no meu quarto. Bem, não no meu quarto, mas no quarto que era meu. Mas tudo bem, agora ele é ocupado por uma pessoa legal, ou pelo menos, ele parece ser legal, algumas músicas das quais escuta pelo menos são.
O fato é que agora a árvore do meu vizinho não está mais lá: o terreno nem é mais do meu vizinho ruim e a árvore foi derrubada para que o espaço no qual ela ocupava fosse agora transformado em garagem para carros. Os carros agora ocupam o lugar. E aquela árvore foi transformada em enfeite. Algumas partes dela, na verdade, porque o resto foi jogado no lixo. E também não dá mais para ver o sol nasce…